Transtorno e compulsão alimentar, entenda!
O cérebro é extremamente eficaz na tomada de decisões em situações extremas. Um bom exemplo disso é assumir o controle de funções que foram mal planejadas ou inesperadas, como muitas horas com fome, ou até mesmo comer demais, o que, como consequência, aumenta a ansiedade por alimentos palatáveis, com alto teor de gordura e açúcares.
A amígdala assume o controle, gerando uma vontade obsessiva e compulsiva para atender ao mecanismo de emergência postergado por horas, alterando a capacidade de tomada de decisão do indivíduo. A amígdala assume o controle para atender rapidamente à necessidade de estimulação e recompensa, gerando posteriormente um sentimento de frustração e culpa imediatos, Randal et al. (2020).
O transtorno de compulsão alimentar está envolvido com a grande ingesta de alimentos palatáveis e com alterações no sistema de recompensa cerebral, ou sistema mesolimbocortical (sensação de prazer pelo consumo de alimentos palatáveis), e/ou no sistema de tomada de decisão, em conjunto com a amígdala cerebral, que está envolvida em diversos processos de tomada de decisão, controlando várias funções do nosso comportamento social, como a escolha de alimentos mais palatáveis em situações de alarme, ou a repulsa a alimentos por mecanismo de alta ingesta dos mesmos. Além de orquestrarem decisões em conjunto, o sistema mesolímbico e a amígdala sempre buscam uma oportunidade de obter como recompensa a liberação de hormônios que estimulem o prazer.
Referências
Randal A. Serafini, Kerri D. Pryce, Venetia Zachariou. The Mesolimbic Dopamine System in Chronic Pain and Associated Affective Comorbidities.
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